EM BRASÍLIA

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Governo pede recurso para custeio das unidades de Saúde

Em reunião com o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, nesta terça-feira (08), o secretário-adjunto de Saúde, Anselmo Gonçalves, reiterou um pleito recorrente do Governo de Roraima: o aumento dos repasses para custeio dos serviços de saúde de média e alta complexidade. Na ocasião, também foi solicitado apoio do governo federal para implantação do SVO (Serviço de Verificação de Óbito) e ampliação da capacidade de armazenamento de vacinas no estado.

Acompanhado do deputado federal Hiran Gonçalves, o secretário disse que a avaliação da reunião foi positiva e que o ministro sinalizou positivamente para todos os pleitos, informando que o anúncio do atendimento das demandas será feito por Occhi em visita a Roraima, prevista para o próximo dia 14.

Os repasses para Roraima do Teto Mac (Limite Financeiro de Média e Alta Complexidade) – recurso para custear as ações de média e alta complexidade – aumentaram em apenas R$ 1 milhão a partir do último mês de agosto. Mesmo com o aumento, a Sesau fechou 2017 com um déficit de quase 50% entre o que produz e o que recebe para financiar estes procedimentos. O repasse passou de R$ 4,6 milhões, mas produção estadual chega a R$ 7 milhões, variando de acordo com cada mês.

“O ministro se comprometeu a aumentar o Teto da Mac e afirmou que irá anunciar o valor em Boa Vista”, disse o secretário-adjunto. O valor será aplicado no custeio das unidades de saúde do Estado para diminuir a superlotação e melhorar o atendimento prestado nos hospitais do Estado.

Outro pleito diz respeito ao armazenamento de vacinas no Núcleo Estadual do Programa Nacional de Imunizações. Durante o período de surto de sarampo – quando a expectativa era vacinar até 400 mil pessoas – junto com outras ações de vacinação, percebeu-se a necessidade de aumentar a capacidade do Estado de armazenamento. As vacinas precisam de câmaras frias para manter a eficácia.

Já o Serviço de Verificação de Óbito será implantado no Estado para identificar as causas de mortes não naturais. Para isso, é necessária a construção de um prédio, equipamentos e um carro para recolhimento dos corpos para análise. “Sobre a rede de frios, o ministro já se comprometeu a disponibilizar os itens solicitados. Para a construção do SVO, o ministério precisará realizar mais levantamentos, mas também disse que pretende ajudar”, avaliou o secretário-adjunto.

FAB – O secretário-adjunto também se reuniu com representantes da FAB (Força Aérea Brasileira), para discutir a logística para o transporte de um novo carregamento de material hospitalar. No mês passado, a instituição foi parceira do Estado para garantir o abastecimento de medicamentos em todos os hospitais de Roraima, com o transporte de 25 toneladas de medicamentos.

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